Título: Perdida
Autor(a): Carina Rissi
Nº de páginas: 366
Editora: VERUS editora
Terminei, definitivamente,
de ler esse livro há poucos minutos antes de iniciar essa resenha. Digo "definitivamente" porque esse é o tipo de livro que me obriga a pular para os
dois capítulos finais, lê-los e voltar satisfeita para onde eu parei e ler
tudinho com muito prazer. Ato este, que no meu ponto de vista, declara a obra
maravilhosa.
Bom. Sofia
Alonza é uma jovem antenada filha de uma metrópole. Logo no primeiro capítulo
de sua história percebemos sua dependência pela vida simples e rápida que a
tecnologia lhe oferece. O que nos ajuda muito a conhecer sua personalidade
forte de garota moderna, independente financeiramente e muito competente no que faz.
Tudo está
correndo normalmente até o momento em que por um descuido deplorável ela perde
seu celular e é obrigada a comprar outro, já que é claramente incapaz de viver
sem um. Ao encontrar um novo aparelho nas mãos de uma vendedora muito entranha em
um belo dia de sol, literalmente, Sofia é mandada misteriosamente para outro tempo, século
dezenove para ser um pouco mais exata.
É evidente que
ela fica sem saber o que fazer quando se encontra em um lugar que
definitivamente não a agrada nem a satisfaz. Porém, com a ajuda do encantador Ian Clarke, um homem – lindo, perfeito – de admiráveis costumes, talvez ela
encontre o caminho de volta para casa.
E é muito
interessante como a história se desenrola a partir daí. Ela deixa de ser previsível
e se torna uma verdadeira bola de lã.
Na cabeça de
Sofia o plano já estava todo traçado, ela encontraria e faria tudo que
precisasse para voltar para seu tempo normal e confortável. O que não estava
planejado era o fato de seu coração desejar outras coisas, coisas que ela desconhecia,
pois nunca havia se apaixonada de verdade e quando aconteceu, era completamente
impossível. E coisas que a fazem se colocar a prova, conflitando internamente
sobre ficar e não ficar.
Leio bastante
histórias e não tenho vergonha de me envolver e me apaixonar com todas elas (sim! Sou fraca para romances, me julguem!) , por
mais clichê que sejam. Mas essa... nossa! É uma das poucas que realmente me
dominam, que me fazem querer lê-las repetidas vezes em pequenos, mas muito
pequenos mesmo, intervalos de tempo. Pude sentir na pele a agonia de Sofia
quando se viu no meio de uma decisão tão importante, que apesar de durar
bastante, não é algo repetitivo. Pois ela e nós precisamos clarear tudo com antecedência
para que ela, Sofia, tome sua decisão e nós, leitores curiosos, a apoiem sem questionamento.
São
personagens bem construídos, apaixonantes e compreensíveis em uma leitura leve
e viciante. O tipo que “o próximo capítulo” sempre vence o sono. Foi um grande prazer acompanhar Perdida e soube, por fontes seguras, que um novo volume
estará por aí em meados de agosto. Entenderão minha ansiedade quando lerem o livro.
Até mais!

