10 de dez de 2015

Semana Roberta Faring - Primeiro Capítulo

Hoje o post é especial!
Vamos degustar um pouquinho desta história que estaremos conhecendo ao longo da semana.
No post de hoje, vocês terão prazer de ler o prólogo do livro 1 Descobrindo todas as formas de amor, assim como ler em primeiríssima mão, o primeiro capitulo do livro!


PRÓLOGO

A vida é feita de muitas escolhas, muitos momentos. E, dado o destino por nós escolhidos, só nos resta lidar com as consequências. O passado faz parte do presente, principalmente quando deixamos algo inacabado para trás. E quando cito o passado, falo dos mais longínquos e inaceitáveis por muitos.
Sempre procurei pensar antes de agir, analisar os dois lados da moeda e não jogá-la a esmo, esperando que ela determinasse o meu destino. Isso nesta vida ou em outra existência, não importa. Deus sempre foi muito bom, dando-me a oportunidade de, agora, fazer a coisa certa, desvendando a importância de ser amada incondicionalmente, mesmo quando estava perdida no desamor. No que cabe a mim, a retribuição de tão precioso sentimento... Aprender a lidar com a alegria e com a dor, descobrir todas as formas de amor e saber com qual viver em cada momento, mas sem nunca duvidar do seu poder.
O problema é que nada é sempre doce e amável. Muitas vezes nos deparamos com momentos de muita dor e dúvida. E tudo o que nos resta é aprender a trabalhar com o lado bom e o ruim das situações. Quando tudo parece estar perdido e a escuridão se faz presente, não se desespere, porque existe uma luz no final do túnel, pode acreditar. Nada acontece por acaso e sem a ciência Dele, o Deus do Amor.

PRIMEIRO CAPÍTULO

Segunda-feira, dia internacional da preguiça... Mas o trabalho me aguardava. Fitei-me no espelho, avaliando minha real situação depois de um fim de semana bem cansativo entre idas e vindas do hospital, cuidando do meu pai, Leonardo. A crise de pressão, dessa vez, foi extremamente séria, causando sua visita ao pronto atendimento médico – mesmo diante da sua relutância. – Papai era o homem mais forte e perseverante do mundo, apesar de muito teimoso. Vê-lo em um leito hospitalar me abalou profundamente.
O senhor Leonardo era um homem de setenta e quatro anos, aposentado estadual, que levava uma vida tranquila, dividindo seu tempo entre passar horas na praça do centro da cidade, jogando dominó com os amigos que viviam por lá, e incomodar minha mãe com suas brincadeiras – às vezes, um tanto sem graça, mas que ela adorava. – Florianópolis tem vários espaços para que os idosos aproveitem a vida de maneira saudável, sem focar sua mente no estranho pensamento de “a idade chegou, a existência acabou”. E tal fato era a glória para o meu pai, mas, com isso, ele não obedecia às regras básicas, como tomar os remédios na hora certa e controlar a alimentação.
Ainda a me olhar no espelho, percebi que uma boa maquiagem e uma roupa confortável melhoraram meu visual. Então, fui à luta, porque o dia prometia reuniões, documentos para revisar, processos para arquivar e clientes para atender. Essa era a rotina do escritório de advocacia onde eu trabalhava, Neon Advogados Associados.
Desci as escadas e encontrei mamãe preparando a mesa do café da manhã com todo o carinho de sempre, cheia de guloseimas e tudo muito bem organizado.
— Bom dia, mãezinha linda do meu coração! – exclamei, dando-lhe um estalado beijo e deixando a marca do meu batom em sua bochecha, gesto que ela adorava.
— Bom dia, minha filha – retribuiu. – Dormiu bem? – indagou. Mamãe com suas preocupações de sempre...
— Sim, essa madrugada foi mais tranquila. – Depois de duas noites sentada em uma cadeira de hospital, minha cama era mais que perfeita. – E a senhora e o papai, como passaram?
— Seu pai dormiu como uma pedra e roncou como sempre, sinal de que está bem melhor. – Ok, o ronco dele era mesmo algo sobrenatural. – Eu dormi pouco, porém, o suficiente.
Sentei-me à mesa e comecei a desfrutar do meu café da manhã, comendo torradas frescas, preparadas pela mamãe, entornando um suco de laranja e, de quebra, uma fatia de melão, fruta que eu adorava. Logo, papai se juntou a nós. Na verdade, ele precisava de repouso absoluto, entretanto, falar-lhe isso era o mesmo que conversar com uma porta, inútil e sem resultados.
— Leonardo, homem de Deus! O que você está fazendo em pé? – perguntou mamãe, gastando saliva, porque a resposta na bucha seria algo rotineiro.
— Ora, Kátia... Não estou doente para ficar na cama e a vida me chama! – exclamou papai. Fui obrigada a gargalhar. – Do que você está rindo, minha filha? – indagou curioso, beliscando a ponta da minha orelha.
— Ah, pai... O senhor não muda mesmo, é sempre tão previsível e teimoso.


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